Joint Venture: saiba como fazer parceria empresarial de qualidade

Uma Joint Venture é uma ótima forma de colaboração entre empresas que, quando feita da forma correta, promove uma parceria empresarial muito eficiente e benéfica para ambas partes envolvidas. Isso pode ser feito de dois modos distintos, o que pode resultar até mesmo em uma fusão ou na criação de uma terceira empresa para atingir os objetivos propostos.

Continue a leitura para saber mais sobre a Joint Venture e saiba como aproveitar melhor as oportunidades de parceria empresarial, seus benefícios para sua empresa e como obter sucesso com essa estratégia.

O que é a Joint Venture para parceria empresarial?

A Joint Venture se trata de uma estratégia empresarial, que pode ser feita tanto por pessoas físicas quanto jurídicas. Ela teve origem nos Estados Unidos e, em tradução livre, significa “União de Risco”.

Uma Joint Venture parceria empresarial se inicia quando duas empresas se associam para alcançar um objetivo em comum. Não é necessário que as partes envolvidas sejam do mesmo porte ou ramo, basta que seus interesses sejam semelhantes e que essa estratégia seja benéfica para ambas as partes.

O que é a Joint Venture para parceria empresarial
Fonte/Reprodução: original

Leia também: Como incluir o Stakeholder no planejamento tático da empresa?

Por exemplo, podemos citar uma empresa que produz determinado produto em grande escala, que se une a uma startup de tecnologia para melhorar os seus procedimentos e diminuir os custos. Também é possível imaginar uma empresa que detém muitos recursos, mas que precisa de uma estrutura de logística em outro país.

Em ambos os casos, a Joint Venture parceria empresarial pode ser benéfica para as empresas envolvidas. Vale destacar que, além de compartilhar os lucros em comum, as empresas também podem assumir os riscos juntas para neutralizar os prejuízos.

Em geral, os acordos acabam assim que o objetivo for atingido, pois, se trata de uma parceria transitória, onde as empresas se unem apenas por um contrato, ou no máximo por uma terceira empresa criada para que a meta seja alcançada. Assim, nenhuma das partes envolvidas perde a sua identidade no processo.

Qual o principal objetivo da Joint Venture?

O objetivo da Joint Venture parceria empresarial depende das partes envolvidas, já que se trata de uma estratégia utilizada para diversas finalidades.

Entre os objetivos mais comuns, podemos citar o compartilhamento de novas tecnologias, que é observado principalmente em startups de tecnologia. A expansão de mercado e a ampliação da área de atuação, assim como a captação de investimentos, são outros objetivos buscados na Joint Venture parceria empresarial.

Para atingir os objetivos propostos, é fundamental que as empresas trabalhem com um planejamento detalhado. É essencial partir de um contrato que contenha todos os prós e contras da parceria, para que ambas as empresas assumam os riscos que possam vir a ocorrer.

Benefícios da Joint Venture

O principal benefício da Joint Venture parceria empresarial é o compartilhamento, tanto de investimentos quanto de prejuízos. Dessa forma, torna-se mais fácil assumirem empreendimentos de maior risco, já que as perdas serão divididas entre as empresas envolvidas.

Além desse benefício, podemos citar alguns outros:

  • Expansão do mercado internacional: a união de empresas de diferentes países proporciona a expansão de mercado a nível internacional.
  • Inovação tecnológica: é muito comum uma empresa se unir a uma segunda a fim de obter tecnologia em troca de investimentos ou facilidade para o escalonamento do negócio.
  • Melhor competitividade: como resultado da Joint Venture parceria empresarial, o incremento tecnológico e a redução de custos melhoraram a competitividade entre empresas.

A redução de custos é uma das grandes vantagens da Joint Venture parceria empresarial, pois dessa forma, é possível ter acesso a matérias-primas de forma mais fácil.

Quando pode ser desvantajoso ou arriscado?

Apesar dos benefícios, a Joint Venture parceria empresarial também pode ter algumas desvantagens, assim como possuir alguns riscos. Certos aspectos devem ser considerados e compensados ao firmar essa união. São eles:

  • Diferença entre os portes das empresas: essa diferença pode gerar um desequilíbrio na percepção dos lucros e na divisão dos riscos. Para evitá-lo, é fundamental procurar formas de contornar a situação.
  • Choque de cultura gerencial: empresas que possuem valores e formatos de gestão muito diferentes podem prejudicar a Joint Venture parceria empresarial.
  • Redução da autonomia: ao unir-se a uma segunda empresa, os objetivos e decisões devem ser tomadas em conjunto, o que causa uma inevitável redução da autonomia.

Além das desvantagens citadas acima, algumas situações podem colocar a Joint Venture parceria empresarial em risco. Conheça-as abaixo:

Falta de conhecimento entre as empresas

Ao unir-se a outra empresa, é crucial conhecê-la a fundo, saber como funcionam os seus processos gerenciais e checar se a sua reputação está alinhada ao objetivo proposto. Firmar uma Joint Venture parceria empresarial sem essas informações, é colocar o futuro do projeto em risco.

Dialogar, fazer estudos de mercado e imersões corporativas, são pontos essenciais antes de fechar o contrato e se unir oficialmente a uma outra empresa. Também é importante demarcar quais são as responsabilidades de cada parte envolvida, assim como o objetivo final da parceria.

Falta de transparência interna

Os funcionários da empresa também devem ser considerados ao fechar uma Joint Venture parceria empresarial, porque a equipe pode se sentir insegura ao lidar com a aproximação de outros funcionários que desempenham funções semelhantes às suas.

Para evitar que os funcionários venham a pensar que o seu emprego está em risco, mantê-los informados das mudanças que ocorrerão é fundamental.

Implementação

Uma Joint Venture parceria empresarial bem sucedida é aquela que alcança os objetivos propostos no contrato firmado entre as partes. Ao implementá-la, é essencial formalizar tudo detalhadamente, para evitar conflitos e dúvidas durante a realização do projeto.

Eventuais ganhos indiretos não devem ser ignorados, como novas experiências, técnicas de administração e aprimoramento do currículo de negócios.

Quais os tipos de Joint Venture para parceria empresarial?

A Joint Venture parceria empresarial pode ser classificada de diferentes formas:

  • Duração: temporária ou permanente;
  • Grau de risco: equity-joint venture ou non-equity-joint venture;
  • Nacionalidade: nacional ou internacional;
  • Forma jurídica: societária ou contratual.

Neste tópico falaremos mais especificamente sobre a forma jurídica adotada.

Na chamada Joint Venture societária, as empresas se unem e formam uma nova, com a função de atingir o objetivo proposto. Geralmente, cada parceiro detém 50% da empresa, mas essa participação pode ser alterada ao que foi investido por cada um. Esse modelo é utilizado para projetos a médio e longo prazo.

Já a chamada Joint Venture contratual, é utilizada para objetivos que podem ser alcançados mais rapidamente, ou seja, projetos a curto prazo. As empresas se associam para atingir o objetivo proposto no contrato e, assim que ele é alcançado, a parceria se encerra. Nesse modelo, não há a criação de uma nova pessoa jurídica.

Como fazer Joint Venture e analisar boa parceria empresarial?

A Joint Venture parceria empresarial pode ser feita ao seguir 7 passos para obter sucesso. Confira-os abaixo:

  1. Fazer uma diligência prévia para conhecer a empresa antes de se comprometer através de um contrato.
  2. Definir quais serão os limites e a duração do projeto, para que as empresas envolvidas tenham um caminho claro a seguir durante o processo.
  3. Escolher o tipo de Joint Venture parceria empresarial. Ela pode ser horizontal, no caso de empresas que são concorrentes diretos, ou seja, trabalham no mesmo ramo. Ou pode ser vertical, no caso de empresas que atuam em diferentes níveis do processo de produção.
  4. Definir se será uma Joint Venture corporativa (na qual será construída uma sociedade), ou não corporativa.
  5. Definir mecanismos de dissolução/resolução de bloqueios, através de uma cláusula de submissão expressa nos tribunais onde vai operar; uma cláusula compromissória expressa no local onde a Joint Venture está localizada ou uma de desbloqueio.
  6. Fazer um acordo de não concorrência, para que, após a rescisão da Joint Venture parceria empresarial, as empresas envolvidas não possam concorrer no setor do outro, em função do conhecimento que adquiriram.
  7. Cuidar do contrato, para que todos os itens mencionados constem de forma clara. Isso definirá a relação entre as empresas, assim como as suas responsabilidades.

Com esses 7 passos, é possível obter sucesso com a Joint Venture parceria empresarial.

Características jurídicas Joint Venture societária

Como tratado anteriormente, a Joint Venture parceria empresarial societária resulta na criação de uma nova empresa, que pode ocorrer em duas modalidades:

  • Equity-joint venture: cada uma das empresas envolvidas detém 50% de participação na sociedade, o que inclui os riscos e prejuízos que podem ocorrer.
  • Non-equity-joint venture: uma das empresas entra com uma quantia diferente de capital, ou recursos como tecnologia ou mão de obra.

Na Joint Venture societária, é crucial definir com clareza a função de cada parte, assim como as formas de lidar com possíveis complicações. Algumas das características desse modelo estão listadas abaixo.

Aporte de capital

O aporte de capital diz respeito ao dinheiro que é investido na nova empresa criada pela parceria de Joint Venture.

Possibilidade de autonomia

Há também a possibilidade de a nova empresa criada possuir um diretor, sem ligação com nenhuma das partes. Assim, ela se torna uma empresa independente.

Lucro em longo prazo

A possibilidade que a parceria dure mais tempo com a criação de uma terceira empresa é maior. Portanto, pode-se fazer investimentos com expectativa de retorno a longo prazo.

Joint Venture contratual

A Joint Venture parceria empresarial contratual não envolve a criação de uma nova empresa, e nada mais é que a colaboração de duas empresas (que podem ou não ser do mesmo ramo) para atingir um objetivo em comum.

Uma situação comum nesse modelo é a união com o objetivo de romper o monopólio de uma empresa concorrente, o que torna o mercado mais competitivo.

Na Joint Venture parceria empresarial contratual, há um objetivo único e bem definido, que assim que alcançado, a parceria é encerrada.

Caráter não institucional

Como no modelo contratual não há a criação de uma terceira empresa, todos os funcionários envolvidos são integrantes de uma das partes. Pode haver contratações durante o projeto, mas por parte de uma empresa em específico.

Joint Venture pela legislação do país-sede

Quando há a união pelo modelo Joint Venture parceria empresarial societária entre empresas de países diferentes, a nova empresa geralmente é sediada no país que possui a legislação mais simplificada.

No Brasil, as regulamentações são feitas pelo Departamento Nacional do Registro do Comércio (DNRC).

A principal exigência feita é que, no caso da Joint Venture parceria empresarial internacional, a parte estrangeira deve fazer uma procuração a alguém residente em território brasileiro. No caso de envios de documentos internacionais, é necessário que eles sejam certificados pelo consulado brasileiro no país de origem, com a tradução feita por um tradutor juramentado.

A Joint Venture parceria empresarial proporciona diversos benefícios às empresas envolvidas. O principal deles é a divisão dos investimentos e prejuízos, dessa forma é mais fácil para as empresas assumir empreendimentos de maior risco.

Existem dois modelos para essa união: o societário resulta na criação de uma terceira empresa; o contratual se trata de um projeto a curto prazo, no qual a parceria é finalizada assim que o objetivo é atingido. Em todos os casos, é uma estratégia que, quando feita da forma correta, é muito vantajosa para ambas as partes.

Vale a pena estudar e aplicar na sua empresa! Até mais 🙂

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