Cálculo de Depreciação: O que é e quais são as fórmulas?

O cálculo de depreciação está relacionado ao tempo de vida de um determinado produto.

Basicamente, é preciso levar em conta que todo bem adquirido possui um valor no ato da compra que, a partir desse momento passa a sofrer a depreciação.

E isso afeta diretamente no cálculo do valor do produto.

Na maioria dos casos, este cálculo de depreciação é realizado pela área de contabilidade. Mas nada impede que estejamos sempre em conformidade e a par dessas informações!

E há quem diga…

Para quem investe no mercado de capitais, compreender o conceito de depreciação e seu cálculo, é fundamental!

Basicamente são conceitos pré-estabelecidos pela legislação e sua adequação sobre os bens (ativos) da empresa.

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    Depreciação de ativos: O que é e como funciona?

    O que significa a depreciação de ativos, na prática?

    Em primeiro lugar é preciso estabelecer que a depreciação é um conceito contábil, usada como um recurso cuja finalidade é estimar o custo financeiro de um ativo.

    O custo do bem tangível é calculável com base no seu tempo de duração. 

    Para uma empresa, o cálculo do custo de bens ativos ao longo do tempo, ou seja, a depreciação, é usado para fins contábeis e fiscais. 

    No dia a dia de uma empresa, o uso de insumos, produtos e maquinários os tornam obsoletos. A está relacionada ao desgaste natural e a frequência com os quais são utilizados.

    Esses fatores afetam todos os bens que contribuem para as operações de um negócio – e consequentemente, para o cálculo de depreciação.

    A obsolescência também ocorre porque as empresas criam, constantemente, novos modelos de máquinas, insumos, computadores, dentre outros.

    A simples necessidade de adquirir novidades tecnológicas torna os ativos antiquados. 

    Há diferentes critérios e formas de realização do cálculo de depreciação, onde o mais comum são os chamados método em linha reta, método acelerado e método de unidades produzidas.

    Contudo, antes, é necessário buscar o conceito sobre o próprio ativo, que é o objeto principal do cálculo de depreciação, no aspecto contábil.

    O que é um ativo imobilizado?

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    O ativo imobilizado é um bem tangível, isto é, palpável.

    Para ser um ativo, o bem palpável deve ser empregado com a finalidade de ser usado para produzir bens ou serviços, de ser alugado, comprado ou vendido a terceiros.

    Claro! Também pode ser utilizado com finalidades administrativas

    Um ativo imobilizado não é um produto de consumo, não é algo que uma pessoa adquire por meio de pagamento, faz uso, e disso não obtém nenhum ganho financeiro.

    Pelo contrário, é um bem que existe para que sejam feitos produtos de consumo, que consistem de bens ou serviços.

    Em última análise, para que um bem seja considerado ativo, ele deve ser empregado com motivações econômicas, sejam empresariais ou financeiras. 

    ✔ No contexto empresarial, o ativo imobilizado pode ser qualquer bem utilizado nas operações da empresa, sendo elas:

    • Máquinas;
    • Computadores;
    • Móveis;
    • Ferramentas;
    • Equipamentos;
    • Imóveis;
    • Veículos.
    💡 Na lista acima encontram-se os principais tipos de ativos móveis, que são objeto do cálculo de depreciação para os fins contábeis e fiscais de uma empresas. Mas vale ressaltar que existem outros tipos de ativos.

    Ao unir o conceito de ativo com a depreciação, é possível estabelecer as causas para o desgaste dos bens usados nas empresas.

    • Uso esperado do ativo – o quanto se espera que aquele bem gere durante seu tempo de vida;
    • Ação da natureza – desgaste natural do produto que vem com o uso ou com a falta deste;
    • Obsolência tecnológica – ocorre da comparação com novos produtos no mercado.

    Esses critérios são estabelecidos pela Receita Federal e são utilizados na contabilidade.

    Depreciação: Custo ou despesa?

    A depreciação entra em conjunto com uma série de cálculos nos processos realizados pela contabilidade, o que significa ser preciso diferenciá-la de outros cálculos.

    Portanto, é extremamente recomendável não confundir os conceitos de custo ou despesa, apesar de ambos redundarem em contas a pagar, a intenção por trás dos dois não é igual.

    💡 Custos estão relacionados diretamente com as operações da empresa que geram receita. 
    
    São necessários para o desempenho da atividade-fim de um negócio. Por exemplo, os maquinários de costura de uma fábrica de roupa têm ligação direta com o produto final. 
    
    ...bem como a contratação de fornecedores e esses ativos geram custo!

    Por outro lado…

    💡 As despesas fazem parte das custas da empresa que não têm ligação direta com a sua atividade-fim, isto é, o produto ou serviço oferecido aos clientes. 
    
    As despesas contabilizadas são as contas de telefone, material do escritório, aluguel de armazém, etc. 
    
    Não interferem na elaboração do produto em si, mas geram custas que também precisam ser contabilizadas, apenas fora da categoria do custo.

    Todo ativo que seja responsável por gerar receita, impacta no valor dos impostos. Por isso, estabelecer a diferença é tão importante.

    Quais são os métodos de depreciação?

    O cálculo de depreciação é um conceito simples que envolve o ativo e o seu valor, de acordo com a sua qualidade em tempo de vida.

    A variação sobre os métodos de cálculo de depreciação, são utilizados com base no tipo de cada ativo. Afinal, para que uma empresa funcione é necessário utilizar diversos ativos, para fins diversos.

    Confira a seguir três tipos básicos de realizar o cálculo:

    Método da Linha Reta

    Dos três, esse é o método mais simples, ou seja, mais generalizado. É feito a partir de uma fórmula, que é:

    Da = (VN – VR): N

    Dessa fórmula, extraímos que: Da = Depreciação anual; VN = Valor novo; VR= Valor residual; N = vida útil em anos.

    💡 Nessa fórmula, o correto é subtrair o valor residual, que um ativo sofre a cada ano (VR) do valor da compra do ativo (VN). A resultante é dividida pelo tempo de vida estimado para o ativo.

    O principal a se compreender desta fórmula é que conforme os anos passam o ativo alcança, gradualmente, seu total estimado de vida útil.

    Portanto, quanto mais o cálculo é feito ao longo dos anos, mais o resultado final diminuirá até chegar a zero ou até ocorrer a venda do produto.

    Método Acelerado

    O método acelerado não é tão simples, uma vez que sua premissa é a seguinte: o ativo sofre uma perda de valor muito maior no primeiro ano de uso do que nos anos subsequentes.

    ✔ Tal conceito se traduz na seguinte fórmula:

    Da = (VN – VR) x Nd/TN

    Onde Da = Depreciação anual; VN = Valor novo; VR = Valor residual; Nd = numeração do ano da vida útil em ordem decrescente; TN = soma dos anos de vida útil.

    💡 Essa forma é calculada ao somar os anos. Cada ano corresponderá a uma fração de valor que será decrescente em relação da soma total de anos. A fração é aplicada sobre a dedução do VR (Valor residual) em cima do VN (Valor novo), que é o valor da compra quando o ativo foi adquirido.

    O método acelerado nunca chega a zero. Com isso, quando o ativo alcança o seu tempo de vida útil, o normal é substituir o cálculo acelerado pelo método de linha reta.

    Métodos de Unidades Produzidas

    Por fim, o método de unidades produzidas se baseia no quanto o ativo rendeu para a empresa.

    Em outras palavras, quanto foi produzido através do uso do ativo.

    ✔ Para isso, os contadores lançam a mão da seguinte fórmula:

    D = VN x TD

    Nesta fórmula, D = Depreciação; VN = Valor novo; TD= Taxa de apreciação.

    O fator desta fórmula que a torna diferente é a taxa de depreciação e há duas maneiras de calcular essa taxa:

    • A primeira é seguir a tabela definida pela Receita Federal anualmente;
    • A segunda é que, também é possível calcular a taxa de depreciação por conta própria e para isso é necessário usar uma fórmula muito simples: (TD = Número de unidades produzidas/ Total de unidades a produzir na vida útil.)

    A estimativa sobre o total de unidades a produzir na vida útil deve ser calculada antes mesmo de adquirir o ativo. Assim será possível realizar um cálculo de depreciação satisfatório. 

    A TD, isto é, a taxa de depreciação leva vantagem de não precisar do tempo, meramente da produção.

    💡 Isso significa que não importa a ação do tempo sobre o ativo, o importante é o seu nível de produção. 

    Por exemplo, se dois anos se passaram desde a compra do bem, a atenção a ser dada não é a esse período.

    O foco é no quanto se produziu e o quanto ainda precisa ter para que a conta feche com a estimativa de produção do ativo.

    O cálculo de depreciação é um termo, conceito e recurso contábil que deve receber toda a atenção do empresário e do gestor da empresa.

    Afinal, os ativos são bens tangíveis, diretamente envolvidos com a qualidade e quantidade dos produtos e serviços finais.

    Um negócio saudável e em constante crescimento é marcado por uma excelente gestão. E para que isso aconteça, é preciso dar toda atenção aos aspectos contábeis e fiscais das operações empresariais. 

    Conclusão

    Além de ser extremamente útil para a gestão empresarial, entender o conceito e as aplicações que envolvem o cálculo de depreciação, tornou-se essencial para quem atua no mercado de capitais.

    Dito isso, as nuances da depreciação são essenciais para compreensão sobre o tempo de maturação que pode levar um novo investimento. 

    Dessa forma, uma companhia quando passa por períodos de novos investimentos, a vida útil de bens adquiridos pode contribuir para ajustar as expectativas do investidor.

    Bons negócios!

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