Qual o segredo para uma empresa durar mais de 100 anos?

Inovação e Adaptação Constante

Apesar de o Brasil ser um país jovem, várias de suas empresas conseguiram ultrapassar a marca dos 100 anos de existência. Mas qual é o segredo dessas companhias para se manterem relevantes e prosperarem por tanto tempo? Vamos explorar os fatores que contribuíram para a longevidade dessas organizações.

Uma característica comum entre essas empresas é a capacidade de inovação constante. Elas se adaptam às novas tecnologias e às mudanças sociais ao longo das décadas. A Alpargatas, por exemplo, fundada em 1907, começou produzindo calçados para trabalhadores da lavoura cafeeira. Com o tempo, a empresa diversificou seu portfólio e se manteve conectada às necessidades e tendências do mercado. Há 60 anos, criou as Havaianas, que se tornaram um símbolo do Brasil.

alpargatas
Alpargatas, dona da Havaianas e outras marcas.

Relacionamento Sólido com Fornecedores e Clientes

O desenvolvimento de um relacionamento sólido com clientes e fornecedores é crucial. Segundo Alexandre Ribas, CEO da Falconi, esse relacionamento gera credibilidade e permite que a empresa acelere suas transformações ao longo dos anos. A Energisa, que começou como uma pequena hidrelétrica no interior de Minas Gerais, é um exemplo disso. Hoje, atua em vários estados brasileiros, mostrando como a inovação e a criação de subsidiárias podem impulsionar uma empresa.

Superando Crises e Aproveitando Oportunidades

Essas empresas souberam superar crises, mapear riscos e traçar estratégias de crescimento eficazes. A Suzano, maior fabricante de celulose do mundo, é um excelente exemplo. Fundada em 1924, a empresa expandiu-se através de aquisições e inovações, como a pesquisa pioneira com eucalipto. A capacidade de aprender com o passado, focar nas oportunidades presentes e antecipar tendências futuras é fundamental para essas companhias.

Educação e Qualificação de Fornecedores

Paulo Vicente Alves, professor da Fundação Dom Cabral, destaca a importância de qualificar fornecedores e refinar a cadeia logística. Investir na educação das comunidades onde as unidades produtivas estão inseridas garante mão de obra qualificada, impulsionando a produtividade e gerando renda e consumo. Esse movimento não só beneficia a empresa, mas também fortalece o ecossistema em que ela está inserida.

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Fábrica da Tramontina

Diversificação e Internacionalização

A diversificação é outro fator crucial. A Tramontina, fundada em 1911, começou como uma ferraria e hoje produz mais de 22 mil itens, exportando para 120 países. Eduardo Scomazzon, presidente do Conselho de Administração da empresa, acredita que a inovação e o investimento em centros de pesquisa são fundamentais para manter a relevância da marca.

A internacionalização também é uma estratégia importante. A Gerdau, uma das maiores siderúrgicas do mundo, tem mais de 30 unidades nos EUA e aposta em diversificação com investimentos em startups e novas tecnologias como o grafeno. A expansão internacional ajuda a ampliar a base de clientes e diversificar as fontes de receita, reduzindo riscos e melhorando as condições de produção e logística.

Governança e Sustentabilidade

A governança sólida e a sustentabilidade são pilares fundamentais para a longevidade. Empresas como a Klabin e a Votorantim têm forte governança e investem em práticas ESG (ambientais, sociais e de governança). Isso não só ajuda a empresa a navegar por diferentes ciclos econômicos, mas também atrai talentos e alinha a companhia às melhores práticas do mercado.

Casos de Sucesso

A Alpargatas, fabricante das sandálias Havaianas, é um exemplo de adaptação constante. Fundada em 1907 por um imigrante escocês, a empresa transformou seu portfólio durante a Primeira Guerra Mundial e criou as Havaianas na década de 1960. A Energisa, que começou como uma pequena hidrelétrica em Minas Gerais, diversificou suas operações e hoje atua em vários estados brasileiros.

A Suzano, que comemora 100 anos em 2024, tornou-se a maior fabricante de celulose do mundo. Fundada pelo ucraniano Leon Feffer, a empresa inovou ao pesquisar o uso de eucalipto como matéria-prima e expandiu-se através de sucessivas aquisições.

A Tramontina, conhecida por sua inovação, começou como uma ferraria em 1911 e hoje exporta para 120 países. A Gerdau, fundada em 1901 por um agricultor alemão, diversificou suas operações e hoje é uma das maiores siderúrgicas do mundo, com presença em nove países.

A Klabin, maior exportadora de papéis e embalagens de papel do Brasil, destacou-se pela constante atualização e antecipação de tendências. Fundada em 1899, a empresa investe na sustentabilidade e no cuidado com as pessoas, além de buscar constantemente a eficiência.

Conclusão

A longevidade de uma empresa não é fruto do acaso. Ela resulta de uma combinação de inovação constante, relacionamento sólido com fornecedores e clientes, superação de crises, diversificação, internacionalização, governança e sustentabilidade. Essas empresas centenárias são exemplos de resiliência e adaptação, sempre prontas para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgem no caminho. O segredo está em aprender com o passado, focar no presente e antecipar o futuro, mantendo-se sempre à frente das tendências do mercado.

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