Beneficiamento de Grãos e Cereais

Beneficiamento de grãos e cereais
Trabalhar com beneficiamento de grãos e cereais é uma ótima opção de negócio.

O beneficiamento de grãos e cereais é uma boa opção de negócio para quem está buscando ideias para sua nova empresa, porque segundo o Ministério da Agricultura, o Brasil é um dos líderes mundiais na produção e exportação de vários produtos agrícolas.

Sendo assim, participar desse mercado pode ser uma garantia de sucesso de empreendedorismo, já que as atividades estão consolidadas.

À primeira vista, os interessados podem chegar a achar que deverão ser produtores desses grãos e cereais, mas não é bem assim. Na verdade, é uma relação que existe entre os fazendeiros, aqueles que plantam os grãos e cereais nos latifúndios e os que farão todo o beneficiamento e que tratarão de colocar no mercado consumidor as mercadorias.

Mercado de beneficiamento de grãos e cereais

Segundo um estudo realizado pelo Ministério da Agricultura, o Brasil é um dos principais fornecedores de grãos do mundo, ocupando a liderança na exportação de café, o 2º lugar em soja e o 3º em milho. Os principais exportadores são a União Européia, China, EUA, Rússia e Japão. São 215 destinos em mais de 180 países. O café vai para 138 destinos, a soja 90 e o milho, 50, movimentando em torno de 25 bilhões de dólares.

De 1960 a 2010, o país teve aumento de 774% da produção de grãos, saindo de 17,2 milhões de toneladas para 150,8 milhões. Na época, havia 22 milhões de hectares de terras ocupadas voltadas a essa atividade, e hoje são 47,5 milhões. Com esse cenário, a previsão é que em 2021 a produção de arroz, milho, feijão, soja e trigo esteja 23% maior, contemplando 175,8 toneladas. As áreas que deverão se expandir mais é a conhecida como Matopiba, que conta com Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Em tempos de valorização do meio ambiente, os negócios devem ser orientados nesse sentido, para que possam ter espaço no mercado mundial. De acordo com essa pesquisa, o Brasil tem um modelo de agricultura sustentável e competitivo e é pioneiro no apoio a programas de redução de emissão dos gases de efeito estufa.

Equipamentos necessários

Quem vai montar a sua empresa de beneficiamento de grãos e cereais deve buscar as máquinas adequadas para cada etapa da produção. São elas as feitas para pré-limpeza e limpeza, descasque, separação densimétrica, brunição, polimento, resfriamento, classificação por espessura, peneira e classificação por tamanho. Todas essas funções podem estar reunidas em um só equipamento.

Fornecedores e localização da empresa

A empresa de beneficiamento de grãos e cereais deve definir a sua matéria-prima e os seus fornecedores, que levarão tudo em caminhões. Por conta disso, é muito importante que ela esteja próxima a transportadoras, para viabilizar de uma melhor maneira o seu recebimento.

É importante conferir junto ao governo municipal se pode haver a realização de tal atividade no local desejado. O plano diretor urbano, presente em quase todas as cidades brasileiras, é o conjunto de determinações capaz de fornecer tais informações.

Alguns outros aspectos devem ser levados em conta também: condições de estrutura do local, como ruas pavimentadas, com espaço para a passagem de caminhões, fornecimento adequado de água, luz, tratamento de esgoto, telefone e segurança. Esses pontos são essenciais, pois sem eles o andamento do negócio fica bem comprometido.

É importante também conferir se o imóvel escolhido está com todos os impostos em dia e se a planta do lugar permanece inalterada mesmo sofrendo alterações ao longo tempo. Nesse caso, o imóvel está irregular, portanto, não é uma boa escolha.

Como funciona o

beneficiamento de grãos

De uma maneira geral, os grãos são beneficiados de forma bem parecida entre si, diferenciando apenas em alguns detalhes. Para ilustrar essa realidade, o arroz será usado como exemplo para entender todo o processo e maquinário necessário para tal.

Chegada a matéria-prima, ela é colocada em uma balança para conferir a quantidade recebida e o que consta na nota fiscal do produto. Depois disso acontece a calagem, que é a coleta da pré-amostra e ela é encaminhada ao laboratório de classificação, onde é feita análise que aponta para aceitação ou não do produto.

 Depois disso, os caminhões são estacionados e começam a descarregar nas moegas. Em seguida, ele é levado por meio de elevadores e gruas para as máquinas de pré-limpeza, para separar as impurezas do produto em si. O grão é enviado então aos silos pulmão, conforme suas características. O silo pulmão é essencial, porque ele conserva os grãos antes da secagem e esta reduz a umidade. Em seguida, o produto vai para resfriamento.

 O arroz é submetido a um processo de limpeza antes de ingressar no beneficiamento, com o objetivo de retirar todas as impurezas que não tenham sido tiradas na pré-limpeza. O primeiro passo é o descascamento, etapa que ocorre no momento em que o produto chega ao beneficiamento, assim, acontece a separação da casca e do grão. Isso tudo ocorre por meio de rolos de borracha que se movimentam em diversas rotações e nisso o arroz passa por um espaço pequeno, entre os rolos e sofre uma espécie de torção, onde ocorre a separação da casca e do grão.

 Depois disso, ele é encaminhado ao separador de marinheiro, onde acontece a divisão entre o grão com casca e aquele já descascado, entre os mais e menos densos e entre os maiores e menores. A próxima etapa é quando o arroz já sem casca passa por um sistema conhecido como saca pedras, fase em que as partículas maiores que estão ali são removidas. Desse lugar, o arroz vai para o separador de perfil, que é uma espécie de peneira que vai retirar de uma vez por todas todos os resíduos que não sejam arroz.

Os produtos selecionados vão para o brunidor, fase em que se remove o farelo presente na sua extremidade e nisso ocorre o aumento do polimento. Saindo dos brunidores, o grão ainda passa por mais uma espécie de polimento e depois passa pelo separador trieur, onde acontece a separação dos quebrados e dos inteiros. Os inteiros passam pelo separador de perfil para que os grãos gessados possam ser separados.

A partir desse ponto, o grão vai para a caixa temper, onde fica por cinco horas antes de passar por uma seleção fotoelétrica, que encontra grãos defeituosos e esses são descartados.

A fase de empacotamento deve seguir a mesma preocupação que existe em todo o processo e seguir os padrões cobrados pelos órgãos reguladores e pelos consumidores. Nessa etapa, o arroz passa por empacotadeiras, controle de peso, detector de metais, enfardadeiras e paletização. Há três maneiras de empacotar o produto: em pacotes de 1 kg, 2 kg e 5 kg. Todo o empacotamento é feito da mesma forma, apenas diferenciando no peso, no tamanho das embalagens e na largura das máquinas. Depois disso, os pacotes são organizados para serem comercializados.

Dicas de negócio

 É muito importante estar completamente informado sobre o mercado de grãos e cereais para que possa ter sucesso no negócio. Existem muitas maneiras de conseguir isso e uma delas é buscar dados sobre o segmento de mercado desejado, por exemplo. Há o Centro de Referência do Feijão, do Arroz Brasileiro, o próprio Ministério da Agricultura e etc.

E aí, ficou interessado em trabalhar com o beneficiamento de grãos e cereais? Comente!